terça-feira, 3 de março de 2009

Sei lá porque, é uma mente demente.



Eu sei lá porque.É verão. Passo pelos dias mais quentes do ano, segundo informa o Jornal Hoje. Mas folhas caíam no chão, tipicamente como no outono.Eu sei lá porque, ando intuitivamente, incessantemente, concomitantemente em busca de algo em nem ao menos sei o que é.Mal entendo, mas tenho vontade de escrever como criança. Que erra pelo simples prazer de aprender. Escrever errado. Escrever errado pra ser criticada. Pra ver gente rindo de mim, e eu rindo deles, porque o meu erro é o acerto de coisas que ninguém além de mim mesma é capaz de entender.Porque há coisas que me fazem mal, me provocam a ira, mas nem tudo é exposto. Tenho medo de minhas reações extremas. Reações em cadeia, inconsequentes, impensadas, imprensadas por minha fome, minha sede, meu ódio e meu amor.Credo.Eu sei lá porque. Escrevo isto agora. Coisas que por mais que sejam explícitadas ou explicadas, ninguém além de mim mesma seria capaz de entender.Surto.Loucura.Alucinação.Efusividade.Amor.Ódio.Paixão.Compaixão. Misto maldito de sentimentos que me embaralham nas cartas do meu jogo. Campos de minha mente em completo complexo.Pra que serve? Pra que quero? Onde e porque desejo o encontro do meu tom? O meu tom maior? Minha cor melhor? Meu sentimento perfeito? Meu ódio mau feito? Uma rima feia? Outra desnecessária? Um estudo. Um conto outro canto. Uma vida. Outra morte. Um verão quente. Amarelo. Decadente. Folhas no chão. Outono. Sol escaldante. Tudo e nada.Necessário, contraditório, louco. Apenas mais uma, outra, seguinte e seguida. Alucinação de uma mente metafóricamente demente.



Tatiana Aloha F. Orthega, 04 de março de 2009, 03:06 A.M.

Renda em cacos.

Outro dia, um minuto qualquer resolvi parar. Continuar a olhar-me no espelho.
Marcas pálidas surgiam em meu rosto ainda rosado pelo excesso de alcool.
Oras efusiva, oras retida. Oras linda, outras horrenda. Oras em renda, outras em cacos. Em cacos, é assim que me vejo agora.
Vejo ou enxergo? Seria esta a mesma diferença do ouvir e escutar? Possivelmente. Mas isto agora pouco importa. Eis que me entristeço com meus proprios pensamentos. Pensamentos estes, que me provam o quão em cacos me encontro.
Me empresta um super-bonder? E quem me iludiu, isso não adianta.Uma renda, um tecido, uma ceda, delicadeza, fina doçura de minha face angelical, em cacos.
Pontiagudos.
Nada criou-se em mim, tudo é metamorfose. Sem fases nem frases.
Eis que assim me encontro. Continuo a incrível jornada em busca do meu tom, das muitas partes que ainda faltam para compor um único eu.


Tatiana Aloha F. Orthega, 04 de março de 2009, 02:40 A.M.