Sábado a noite. A ultima condução que poderia fazê-la agradar sua mãe havia deixado-a na mão. Uma discussão ao telefone. A tal moça definitivamente não era mais o que sua mãe esperava. Ela não se esmerava em serviços domésticos, deixou sua paixão por estudos ser tomada pela leviandade de uma vida sem eira nem beira. O único e o melhor fato, a moça deixara de viver pelos outros, e passara a viver por si e para si. Obedecia apenas seus impulsos.
Por um momento no sábado a noite, a menina deixou-se levar pelo exagero alcoólico, o que não influenciaria em seu comportamento, sorriso, alegria e bagunça. O exagero tornara sua face, sua doce face em algo rosado, mais meigo que o de costume e definitivamente ela não tinha mais motivos para sorrir. Já era domingo de madrugada. A decisão foi recolher-se a um canto no meio de todos, que seria apenas dela.
Subitamente um sorriso familiar, que aparentava fazer parte da vida da moça há muito tempo, aproximou-se dela. O sorriso era conhecido porem não havia sido descoberto.
Era um rapaz que resolveu sentar-se ao lado da moça de cabelos intensamente vermelhos, face rosada, destilando os últimos resíduos de álcool que restavam em seu organismo e ali conversaram.
Ele tinha nome de anjo, voz agradável e conhecia história, que deveras era uma das fascinações daquela moça.
O rapaz com nome de anjo trouxe àquela moça uma paz antiga, guardada como um tesouro escondido, cujo doce sabor havia caído no esquecimento da moça que agora faz questão de lembrar momento a momento, palavra a palavra, sorriso a sorriso. Tudo o que outrora lhe fizera falta, havia encontrado em pouco mais de uma noite.
Algumas horas depois, o desejo de ambos os jovens era que se encontrassem tão logo, a ponto de deitarem-se em suas camas e pensarem um no outro e ansiarem por estarem lado a lado mais uma vez.
Eis o dia que ambos tanto desejaram. Lá estavam os dois, jovens. Maduros e seguros de sua doce infantilidade. Seguiram pra um lugar que lhes trouxera paz, mais paz do que um trazia ao outro, além de paz, ambos confiavam um no outro, mesmo sem testes de confiança ¹.
Fato único era, ambos sabiam que se sentiam bem. Desejavam por mais alguns momentos não queriam privar-se de suas companhias principalmente de seus doces beijos.
O doce jovem e a moça de face rosada assumiram, um foi a salvação para o outro do sábado a noite.
Tatiana Aloha Orthega, 28 de abril de 2008, 01:32
Conto escrito após passar uma noite, indevidamente na rua, tomando boas doses alcoólicas e conhecer alguém nada mais nada menos que especial.
¹ “Testes de confiança foi usada pelo jovem do conto” ao assumir a segurança que a moça passava para ele.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
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Que linda história!!!! =DDDDDDDDDDDD
ResponderExcluirVocê conta os fatos da vida de uma maneira tão gostosa de se ler ^^
AI BEU ABOR!!! E EU QUERO SABER QUE BOFE MA-RA-VI-LHO-SO É ESSE TEU, HEIN????
AEFSUHAEFSUAEHFSUHAEFSUAEHFSUAEHFSAEUHFSf
Beijão!!!!