quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sensualidade dos impulsos.

...” don't leave me alone...”
Era esta a frase que martelava a mente da menina.
Não, definitivamente não era o que ela desejara, mas era o que a sorte, a roda da fortuna, ou miséria, má sorte lhes concedera.
“don't leave me alone...” era o desejo daquela menina.
Há exatamente uma semana ela vivera momentos mais loucos, errantes, tenebrosos, inebriantes de sua pequena vida.
Foram apenas dezenove anos, e nada em todo esse tempo comparava-se às loucuras cometidas por ela em apenas sete dias. Simplesmente a explicação para tudo aquilo era que esta menina vivia em prol de seus anseios e impulsos, nervosos ou não nervosos.
Ela era orgulhosa. Odiava mostrar-se passível a situações. Não pedia desculpas. Não abaixava a cabeça. Falava alto. Mas desta vez, ela admitiu a si própria. Estava perdida, louca. Livre. Leve. Dona de si. Corajosa, acima de tudo, mulher.
Ela só queria sentir-se viva, ver os anos passarem, cometer erros e não arrepender-se deles, viver por viver, viver para si e por si.
Havia exatamente uma semana. Uma das mais inebriantes, loucas, sensuais, deliciosas, daquelas de dar frio na barriga sabe...
Ela sabia, e dissera pra a pessoa que envolvera-se em tal loucura com ela. Essa historia viraria historia, sua grafia seria editada com prazer e zelo, afinal, você a tivera como ninguém mais.
A menina, outrora inocente, docemente amarga, feliz, embevecida, inebriada em sua flor da idade fizera o marmanjo provar e aprovar sensações novas, mas não desconhecidas, talvez esquecidas.
O marmanjo moreno de bom tom era alto e carinhoso. Tinha nos olhos uma ternura pela menina que lhes fizera provar sensações, e que sensações. Ele gostava do silencio que os rondava, pois tinha certeza que antecederia a mais um dos beijos que ele gostava, e como gostava. E por tais beijos cometera um de seus maiores e melhores erros.
O marmanjo moreno, de bom tom e bonito, tornara a menina sua cúmplice. Ela não era (em hipótese alguma) vitima. Ambos cederam aos impulsos.
O marmanjo moreno, de bom tom, bonito e docemente carinhoso desejara um domingo com ela, ele dissera por varias vezes: “- O domingo é nosso.” E deveras foi.
O domingo foi da menina. A menina que tornara-se mulher.
O domingo foi do marmanjo moreno, de bom tom, docemente carinhoso e sensual.
O domingo foi de erros, os mais certos de todos, os melhores já cometidos por ambos.
Hoje ela, a menina-mulher recorda-se de seu domingo, de seus erros certos, de seus impulsos, seus desejos e deseja apenas...
...” don't leave me alone...”


Tatiana Aloha Farias Orthega, 16 de abril de 2009, 00:00

Um comentário:

  1. O sensual contado por uma garota inocente: quer falar o que fez, mas acha que é um erro, apesar de não ter vergonha do que sentiu...
    Ficou muito foda!!! Daria até continuar!!!

    Beijão!!!!

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