
Dia 26 de junho de 2008. Confesso, nunca havia sentido tanta vontade de matar alguém como senti por você neste dia, fatídico dia. Lindo dia. Alegre. Pontuador. Marcado e marcador.
Confesso. Havia uma ância em minh'alma. Perseguia-me há mais de vinte e quatro. Sabia que naquele sábado teria encontros que em muito me chateariam, em muito me acrecentaria. Ainda assim, revesti-me de coragem e lá fui eu.
Fato que minha face estava rosada, estava começando a me alcoolizar. Minha ância não permitira alimentar-me de forma alguma, nem ao menos do meu tão amigo chocolate. Apenas alcool era o que conseguia engolir.
Eu não entendia, e mais uma confissão, não me lembro porque, mas era mútua a vontade que tínhamos de trucidar um ao outro. Controles a parte, afinal estavamos todos um pouco alterados por cinco grades de cerveja e mais alguns componentes alcoolicos.
Eu me lembro, que aquele dia me custou duas lágrimas. Uma de tristeza e outra de alívio. Hoje admito a segunda ser alívio, mas na hora, via somente tristeza ao meu redor.
Lembro-me que aquele dia conquistei amigos. Matei-te em meu íntimo.
Após aquele dia, fatídico dia, lindo, estranho, feliz e triste, nada além de contraditório e necessário. As coisas apenas tomaram rumos diferentes. O efeito do alcool não durara mais do que alguns poucos minutos, minutos de desejos sanguinários contra você, que dias depois, me renderam um novo amigo.
Companheiro, o único a quem eu dedicava meu tempo só para ter o prazer de ver você tentando encher a minha paciência, enquanto minha casa caia, era para você os ultimos vestigios de um sorriso sincero.
Enquanto eu lhe apelidava "Praga", eu era o seu anjo.
Descobria coisas sobre você, que não eram admitidas, oras por medo, oras pelo maldito passado.
Fato, assumo que não sei mais se consigo ficar sem você me tirando a paciência, não sei se consigo ficar sem ligar para você só pra saber se 'tá tudo bem, que suas mensagens de boa noite fazem uma falta tremenda, que o seu jeito de me acalmar me irrita, que a irritação que você me provoca é tudo o que eu preciso para manter-ma calma, você é o único a quem dedico pensamentos, com quem comprei meu primeiro coturno, você é o único que se preocupa com a minha saúde, que me manda mais do que minha própria mãe comer direito, que fala para eu dar um tempo na bebida, o único que me chama de "criaturinha" da forma mais doce do que o meu amado chocolate, por quem paro exatamente uma hora da manhã, para contar em palavras e sentimentos a nossa história, que até outro dia, era de amizade e implicâncias, mas que hoje torna-se a história de amor mais linda que vivi, que pretendo viver por muito tempo.
Porque eu, só eu, vi você assumindo seus medos, e dizendo "eu te amo".
É por você, é pra você, que dedico alguns poucos meses de amizade profunda, de cumplicidade única, e agora da melhor fase de minha vida. Plena alegria e satisfação. Ter você comigo é o meu maior desejo, antes banido por seus medos, hoje alimentado de igual forma por nós dois. Juntos. Te amo.
Este texto foi escrito por Tatiana Aloha Farias Orthega, no dia 24 de fevereiro as 01:16 a.m. para Gabriel Effgen.
P.s.: A partir do dia 21 de fevereiro de 2009, no rock do Corujito, deixamos de ser amigos, para sermos amor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário